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André Yuki envia ofício ao governo contra o aumento no imposto da cerveja, vinho, refrigerante, celular e outros produtos

  • PUBLICADO EM: 22/09/2023
  • Tempo estimado de leitura: minuto(s).

Na manhã desta sexta-feira (22/09), o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Sul de Minas e do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Varginha (SEHAV), André Yuki, enviou um ofício ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite e aos deputados estaduais, Antônio Carlos Arantes (Jacuí), Cássio Soares (Passos), Ulysses Gomes (Itajubá), Prof. Cleiton (Boa Esperança), Dr. Paulo (Pouso Alegre), Duarte Bechir (Cristais), Luizinho (Alfenas), Rodrigo Lopes (Andradas) e Dr. Maurício (Santa Rita de Caldas).

O documento solicita que a PL 1.295/2023 seja revista, pois se aprovada, haverá um adicional de 2% sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), passando de 25% para 27% dos produtos “supérfluos”, como cervejas, refrigerantes, isotônicos, energéticos, telefones celulares, smartphones, alimentos para atletas, equipamentos para pesca esportiva (exceto os de segurança), cigarros (exceto os embalados em maço e produtos de tabacaria), perfumes, águas de colônia, cosméticos e produtos de toucador (exceto xampus, preparados antissolares e sabões de toucador de uso pessoal), armas, equipamentos de som ou de vídeo para uso automotivo (inclusive alto-falantes, amplificadores e transformadores) e câmeras fotográficas ou de filmagem e suas partes ou acessórios.

Como representante do setor de alimentação fora do lar, hospedagem, gastronomia e turismo, e em nome de diversos empresários, André Yuki enviou o ofício às autoridades. Segundo ele, o aumento da cobrança de ICMS irá impactar toda a sociedade mineira, em um momento tão desafiador, marcado por desemprego, pós pandemia, inflação em alta, entre outros.

“O governo mineiro está irredutível em sua decisão, que vai transferir para a população e para o setor produtivo o rombo nas contas públicas. Os principais prejudicados serão as famílias mais pobres, assim como os micros e pequenos empresários, que verão seus custos se elevarem muito. Grandes indústrias também podem optar por transferir seus investimentos para outros estados, o que vai prejudicar a geração de empregos em Minas Gerais”, ressaltou André Yuki.

Segundo uma pesquisa da Galunium (consultoria em foodservice), em setembro deste ano, o hábito de comer fora de casa caiu para 25% e um dos principais motivos é o aumento dos preços do cardápio.

Ainda de acordo com André Yuki, vale destacar que esses aumentos podem ser piores, pois as previsões acima, não consideram a alta da inflação. “Hoje, o valor do IPCA está em +0,23%, de acordo com dados divulgados em 12 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao mês de agosto de 2023. A inflação ficou acima do previsto, puxada por forte alta nos preços de habitação”, explicou.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em agosto de 2023, 19% dos estabelecimentos operam com prejuízo e 35% conseguiram manter-se em equilíbrio financeiro. Outro dado preocupante é que mais de um terço (38%) das empresas consultadas ainda têm dívidas em atraso, financiamentos, dívidas com impostos, fornecedores ou serviços públicos.

Outro item importante é que 82% dos trabalhadores realizam trabalhos remoto através do aparelho celular, sendo 86% para as vendas, entre os trabalhadores, nas classes D e E, 84% usam celulares, enquanto nas classes A e B, esse percentual é 22%.

“O governo justifica que esse aumento nos impostos é necessário para que a gestão consiga manter o pagamento dos programas do Fundo de Erradicação da Miséria. Porém, o aumento dos impostos é mais prejudicial para os mais pobres no longo prazo, pois se trata de uma medida extremamente destrutiva, que diminui os investimentos e a formação de capital, impedindo o consequente aumento da oferta de bens e serviços na economia e os gastos do governo aumentam de acordo com a receita. Portanto, não é justo aumentar os impostos! Governador Romeu Zema, #NÃO AO AUMENTO DE IMPOSTOS”, concluiu André Yuki.

Fonte: Ana Luísa Alves / Assessora de Imprensa da Abrasel no Sul de Minas.

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